
Juros negativos não são uma realidade no Brasil. Mas o tema está cada vez mais presente no dia a dia das principais gestoras. A Dynamo e a Bahia enviaram relatórios para explicar o estranho conceito de “rendimentos” abaixo de zero a seus cotistas. A questão também foi tratada por três estrelas do mercado, o banqueiro André Esteves e os gestores André Jakurski (JGP) e Rodrigo Xavier (SPX), em evento do BTG.
No mundo, o volume de títulos de governos com juros negativos chegou a US$ 15 trilhões neste ano, 27% do mercado mundial desses “bonds”. Três países concentram 70% desses papéis: Japão, Alemanha e França. Mas existem títulos de empresas, como a Louis Vuitton, com retorno negativo.
Investidores têm tanto receio de perder dinheiro com juros negativos que muitos preferem deixá-lo em cofres. Nos últimos anos, as vendas de cofres explodiram na Suíça, como já havia ocorrido no Japão. Pensando em grandes fortunas, manter dinheiro num cofre envolve custos de armazenagem, transporte e seguro, que podem variar entre 0,75% e 2% ao ano.
Fonte: Valor Econômico